Por que fazer graduação no exterior e como se preparar

Por Francisco Ferreira

O número de estudantes que decide fazer a sua graduação no exterior tem aumentado de forma significativa. De acordo com dados da pesquisa Selo Belta 2019, da Associação das Agências Brasileiras de Intercâmbio (Belta), divulgada em junho do ano passado, mais de 50.000 brasileiros começaram, apenas em 2018, uma graduação internacional, o que significa um aumento de 37,7% em relação a 2017. 

Neste cenário, é importante termos clareza sobre a relevância destes estudos no exterior e também como os alunos brasileiros podem se preparar adequadamente para isso.

Estudar em uma universidade no exterior significa ampliar horizontes, entrar em contato direto e regular com outras visões de mundo e outras referências culturais: formas diferentes de compreensão e de organização do universo acadêmico, convivência com estudantes de diversas partes do mundo, modos distintos de se relacionar com o meio e com as pessoas.

Significa, além disso, ter acesso a experiências que ampliam a capacidade de gerir a própria vida. Por exemplo, o estudante do ensino superior normalmente fica em acomodações no próprio campus ou mora com colegas em um local alugado. Isto implica lidar com todas as questões associadas a morar sem os pais (ou sem uma família estrangeira, que é a situação comum para o aluno do Ensino Médio que faz intercâmbio): fazer mercado, cozinhar, pagar contas, arrumar a casa, lavar roupa, fazer pequenos consertos ou instalações.

Vivemos em mundo globalizado e as possibilidades de trabalho existem além das fronteiras do nosso país. Nesse sentido, fazer graduação no exterior possibilita criar um tipo de networking internacional e ampliar as oportunidades profissionais. Há países onde o estudante pode permanecer após a conclusão dos seus estudos de graduação (o Canadá, por exemplo, dependendo da área de formação).

Um dos pré-requisitos para realizar a graduação no exterior é o domínio da língua inglesa. O estudante candidato precisa ser fluente, tanto no que se refere ao uso da língua na interação social como para fins acadêmicos. Mesmo em países onde o inglês não é a língua oficial, há instituições que oferecem um bom número de cursos nessa língua. Um ótimo desempenho nas provas de proficiência é essencial.

Outro fator relevante para ser aceito em uma universidade no exterior é o histórico escolar do estudante, especialmente o do Ensino Médio. Ter um excelente desempenho nas disciplinas cursadas ao longo desse segmento é essencial, especialmente se o candidato quer ingressar em uma universidade de primeira linha.

Há outros aspectos que também têm um peso significativo, embora isso possa variar de país para país. Por exemplo, fazer trabalho voluntário e praticar esportes podem ser determinantes para a aceitação em uma universidade de excelência e também para a obtenção de uma bolsa de estudos.

As perspectivas que se abrem com os estudos de graduação no exterior são muito interessantes, como mostramos acima. Entretanto, considerando-se as exigências, é importante que o estudante se planeje com antecedência, ou seja, que comece a pensar nessa possibilidade desde o início do Ensino Médio e tenha clareza da sua escolha. Pensar e decidir sobre como os estudos no exterior se articulam com o seu projeto de vida é algo que vai toda a diferença para o sucesso dessa empreitada.

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